Categorias 15/01/2026

Tendências de cores e estampas em passadeiras para 2026

Como transformar previsões de cor e padronagens em um sortimento assertivo de passadeiras, com exposição bonita e venda consultiva para lojistas.

O clima de 2026: base clara + personalidade nos detalhes

Em 2026, a estética caminha para um equilíbrio bem comercial: uma base neutra e leve (que facilita combinar com qualquer ambiente) e, ao mesmo tempo, pontos de cor e desenho que dão identidade. Um bom termômetro é o destaque para tons claros e “arejados” como o off-white, apontado pela Pantone como cor do ano, reforçando a força dos neutros como “cor estrutura” na decoração.

Ao mesmo tempo, o “frio elegante” ganha espaço: como por exemplo o azul gelado (Cool Blue) que consiste em azuis claros e luminosos que tendem a aparecer mais em composições domésticas e de mesa.

Paletas que devem aparecer forte nas compras de passadeiras

Para acertar o giro, pense em paletas que funcionam tanto no físico quanto no digital (foto de produto e ambientação):

  • Neutros luminosos (off-white, creme, areia, “nuvem”): vendem porque “não brigam” com o restante da casa e ampliam visualmente corredores e cozinhas. A lógica aqui é oferecer opções de textura (tramas, relevos, efeito linho) para não depender só da cor.
  • Azuis frios e lavados (do azul gelo ao azul acinzentado): ótimos para cozinhas, áreas gourmet e corredores, principalmente quando o cliente quer sensação de limpeza e frescor.
  • Verde-azulado: aparece como cor “ponte” entre o natural e o sofisticado.
  • Terrosos aquecidos (caramelo, argila, chocolate, ferrugem suave): continuam firmes porque dão aconchego e combinam com madeira, fibras naturais e “casa vivida”. Uma leitura similar aparece em previsões de interiores para 2026, com valorização do aspecto mais real, menos “showroom”.
  • Acentos para vitrine (amarelos luminosos e roxos médios): entram melhor em poucas SKUs, para chamar atenção e compor pontas de gôndola. Tendências para 2026 também apontam um retorno mais forte da cor depois de fases mais neutras, o que respinga no décor e no mix.

Estampas e desenhos: do orgânico ao “feito à mão”

Em 2026, a estampa tende a ficar mais humana . Ou seja, cresce o apelo de linhas desenhadas, formas suavizadas e geometrias com cara artesanal — um caminho que funciona muito para esteiras, porque adiciona personalidade sem poluir.

A direção mais forte combina:

  • Orgânicos abstratos (folhagens estilizadas, ondas, “minerais”, veios) — mais interpretação do que desenho literal;
  • Geométricos suaves (grades borradas, listras irregulares, microformas repetidas);
  • Herança revisitada (listras clássicas, xadrez discreto, motivos tipo “tapeçaria” em versões atuais).

Como o lojista transforma tendência em venda (sem errar a mão)

Aqui está o pulo do gato: tendência não é comprar “o diferente”, e sim montar famílias fáceis de entender.

  1. Organize por paleta
    Por exemplo: “Neutros claros”, “Azuis frios”, “Terrosos”, “Acentos”. Assim, você cria comparação rápida e aumenta conversão.
  2. Trabalhe 3 escalas de estampa
  • liso/textura (alto giro)
  • microestampa (vende para indecisos)
  • estampa principal (para vitrine e ticket médio)
  1. Venda composição, não peça avulsa
    Além disso, as passadeiras “puxam” outros itens: jogo americano, trilho, pano de copa coordenado, capa de cadeira, ou até capacho (entrada + cozinha). Essa sugestão aumenta o ticket sem parecer empurrão — você resolve um ambiente.
  2. No e-commerce, foto manda
    Use ambientações claras (principalmente para neutros e azuis gelo) e destaque textura com luz lateral. Para estampas orgânicas/handmade, aproxime para mostrar o “toque” do desenho, porque isso justifica valor.

Conclusão

Em 2026, o caminho mais seguro para acertar nas passadeiras é equilibrar o que vende sempre com o que atualiza o mix. Por isso, neutros claros e terrosos seguem como base de giro, enquanto azuis frios e verdes azulados entram como “toque de tendência” sem comprometer a combinação com o restante do ambiente. Além disso, as estampas mais orgânicas e com cara artesanal ganham espaço porque entregam personalidade de forma elegante e fácil de aplicar em cozinhas, corredores e áreas gourmet.

Para o lojista, o resultado aparece quando tendência vira método: organizar por paleta, trabalhar escalas de estampa e expor em famílias comparáveis simplifica a escolha do cliente e acelera a conversão. Ao mesmo tempo, vender composição (e não só a peça avulsa) eleva o ticket médio com naturalidade, porque a passadeira passa a ser apresentada como solução de decoração e praticidade. E, no digital, uma boa foto — clara, bem iluminada e com detalhe de textura — faz o produto “falar” antes mesmo do atendimento.

Em resumo: com um mix bem distribuído, exposição inteligente e comunicação consultiva, 2026 pode ser um ano de passadeiras com mais valor percebido, mais giro e vendas mais consistentes.

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