Categorias 21/01/2026

O tecido Bagum: composição, acabamento e características

O tecido Bagum é um dos materiais mais procurados no varejo quando o cliente precisa de revestimento prático, com aparência “tipo couro” e bom custo-benefício. Por isso, ele aparece com frequência em pedidos para estofaria leve, capas protetoras, artesanato e aplicações diversas. Ainda assim, muitos lojistas perdem vendas (ou geram devoluções) por não explicarem com clareza do que o tecido Bagum é feito, quais acabamentos existem e onde ele funciona melhor.

Neste artigo, você vai entender os pontos essenciais sobre o tecido Bagum para orientar seu time, organizar o mix e atender de forma consultiva.


O que é Bagum e por que ele é tão usado no varejo

Antes de tudo, o Bagum é um material sintético, comercializado em mantas/rolos, que busca entregar visual semelhante ao couro com mais facilidade de limpeza e preço mais acessível. Em geral, ele é escolhido por quem quer proteção e acabamento visual sem entrar no custo e nos cuidados de um couro natural.

Além disso, o Bagum costuma ser uma opção “rápida” para o consumidor: ele compra, corta, aplica e resolve. Por consequência, tende a gerar compras por impulso quando a loja apresenta bem as opções e explica as diferenças entre espessuras e texturas.


Composição do Bagum: o que o lojista precisa saber

De modo geral, o Bagum é composto por uma camada de filme plástico (normalmente PVC) aplicada sobre um substrato têxtil (uma base em malha/tecido que dá estrutura). Em outras palavras: ele não é “tecido puro”, e sim um revestimento sintético com base têxtil.

Na prática, essa estrutura ajuda a explicar três comportamentos importantes para o atendimento:

  • A face externa (o lado “bonito”) é a camada que entrega aparência e proteção superficial.
  • A base têxtil contribui para resistência e manuseio, ajudando no corte e na fixação em alguns usos.
  • A performance final varia conforme espessura, tipo de base e acabamento superficial.

Ou seja, mesmo que o cliente chame tudo de “bagum”, você ganha força de venda quando consegue diferenciar as variações e orientar com segurança.


Acabamentos mais comuns: como eles mudam o resultado

Um dos pontos que mais influenciam a percepção de valor é o acabamento. Afinal, é ele que determina brilho, textura, aparência e até como o material “marca” no uso.

1) Liso (fosco ou semibrilho)

É a versão mais versátil. Funciona bem quando o cliente quer um visual discreto e fácil de combinar. Além disso, costuma ser mais simples de fotografar para e-commerce, pois reflete menos luz.

2) Texturizado (grãos, tramas e relevos)

Aqui o Bagum ganha “cara” de couro e sensação tátil mais rica. Por isso, agrega valor percebido e costuma ser preferido em projetos que ficam aparentes. Ao mesmo tempo, relevos podem disfarçar pequenas marcas do dia a dia, dependendo da aplicação.

3) Alto brilho

Traz impacto visual e apelo decorativo, principalmente para peças artesanais e detalhes. No entanto, vale orientar o cliente que brilho evidencia reflexos e pode mostrar marcas com mais facilidade, dependendo do uso e da limpeza.

4) Estampado

Ajuda a vender por decoração e pode aumentar ticket médio quando a loja sugere combinações. Ainda assim, é essencial reforçar para o cliente que estampa e lote podem variar levemente de tonalidade — e, portanto, compras complementares devem considerar essa possibilidade.


Principais características do Bagum na prática

Agora, indo direto ao ponto, estas são as características que mais importam no balcão e no online:

Aparência tipo couro

Bagum é procurado porque “resolve” visualmente. Assim, ele funciona como alternativa para quem quer elegância sem o custo do couro.

Facilidade de limpeza

Em muitos casos, ele permite limpeza rápida com pano úmido. Entretanto, é importante orientar o consumidor a evitar produtos agressivos, solventes e abrasivos, pois podem manchar ou ressecar a superfície.

Variedade de cores e texturas

Isso favorece o lojista: dá para montar um mix por neutros de giro e complementar com cores de tendência. Além disso, texturas diferentes atendem públicos distintos (do básico ao premium).

Maleabilidade e estrutura

Alguns Baguns são mais “moles” e outros mais encorpados. Por consequência, mudam bastante na aplicação: um material mais firme tende a vestir melhor certas estruturas, enquanto um mais maleável pode facilitar curvas e acabamentos.

Resistência e limitações

Apesar de ser resistente para várias aplicações, Bagum não é “indestrutível”. Portanto, é melhor vender com orientação: uso, exposição a calor/sol, atrito intenso e tipo de limpeza interferem diretamente na durabilidade.


Como o lojista pode orientar o cliente e vender com mais segurança

Para finalizar, um atendimento consultivo simples já reduz dúvidas e devoluções. Sempre que possível, faça perguntas como:

  • Onde será usado? (interno, externo, área de atrito)
  • Vai ficar exposto ao sol ou calor?
  • Precisa de acabamento liso ou texturizado?
  • O foco é decoração ou proteção?

Com essas respostas, você direciona o Bagum adequado e ainda abre espaço para venda casada (colas, grampos, fitas, itens de acabamento, manta/espuma, etc.), elevando o ticket médio.


Conclusão

Em resumo, o tecido Bagum se destaca no varejo por combinar visual semelhante ao couro, variedade de acabamentos e praticidade. Ao mesmo tempo, como existem diferenças importantes entre composições, bases e texturas, o lojista que domina esses pontos vende melhor, reduz retrabalho e posiciona o produto com mais valor. Portanto, invista em mostruário bem identificado, treine a equipe para explicar as variações e transforme o Bagum em solução — não apenas em “mais um material”.

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